3-1-20082018-minApesar de saberem da importância de cuidar da saúde, os caminhoneiros continuam sendo negligentes. Ter uma saúde em dia garante não só mais rendimento e produtividade como uma viagem mais segura

Apesar de dar sinais de recuperação, a economia brasileira ainda não entrou no ritmo que todo mundo esperava. O ano de 2018 não trouxe o alento para amenizar as perdas do segmento, provocadas por um das maiores crises da história do País, que vem castigando as empresas desde 2014. Em 2016, o transporte foi o que mais sofreu, registrando queda de 6,8%.

Em 2017, mais dificuldades, mas o setor transportador conseguiu crescer 2,3% no volume de serviços e de 8,7% na receita nominal. Por ouro lado, embora positivo, esse resultado não compensou as severas perdas registradas no período de recessão.

O fato é que com uma crise tão avassaladora, a recuperação acaba sendo lenta e mais difícil. E para dificultar ainda mais, o Brasil continua necessitando urgente de investimentos em infraestrutura para ser mais competitivo e reduzir os custos da logística de transporte, um dos mais altos da economia.

E investimentos passam pela melhoria não só da malha rodoviária, mas também de portos e aeroportos, o que não acontece, apesar das inúmeras reivindicações de diversos setores. Uma pesquisa recente da Confederação Nacional do Transporte (CNT) Transporte em Números apresentou dados sobre o desempenho do setor transportador no processo de recuperação econômica após a forte recessão que afetou o Brasil nos últimos anos. Conforme o levantamento, os investimentos públicos federais em infraestrutura de transporte têm diminuído ano a ano. Segundo o estudo, entre 2012 e 2016, os recursos direcionados à infraestrutura caíram de 0,25% para 0,18% do PIB. Em 2017, a situação foi ainda pior. Os investimentos foram de apenas R$ 10,40 bilhões, representando apenas 0,16% do Produto Interno Bruto do País ( ver gráfico 1).

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De acordo com o Plano CNT de Transporte e Logística, seriam necessários cerca de R$ 1 trilhão para a solução dos problemas da infraestrutura no Brasil. A entidade faz uma projeção: considerando o valor estimado para o investimento público federal, a realização de todas as intervenções identificadas pela pesquisa CNT levaria cerca de 100 anos.

Isso posto, a CNT entende que o Estado não irá conseguir sozinho os investimentos necessários em infraestrutura. Ou seja, a iniciativa privada precisa, como sempre, se fazer presente, se quisermos mudar a infraestrutura do País.

Veja a seguir alguns dados do Estudo Transporte em Números.
(Informações integralmente divulgadas pela CNT)

Transporte rodoviário

Depois de amargar sucessivas quedas entre 2014 e 2016, o fluxo de veículos nas rodovias concessionadas subiu 1,9% em 2017, um crescimento de 2,2% no fluxo de veículos leves e de 1,1% no tráfego de veículos pesados.

Essa foi a primeira vez em que houve crescimento no fluxo de caminhões desde 2013, o que representa uma pequena recuperação do setor rodoviário de cargas, principal meio de transporte de mercadorias no Brasil.

Devido à crise econômica e ao aumento de registros de roubos de cargas, no Rio de Janeiro, a recuperação do fluxo do transporte rodoviário, em 2017, se tornou mais lenta e se mantém em índices negativos.

3-2-20082018No gráfico 2, confira a comparação com São Paulo e Paraná, estados em que o fluxo do transporte rodoviário voltou a índices positivos no ano passado.

O ano de 2017 também foi marcado pelo aumento de aquisições de veículos de transporte de cargas e passageiros por parte das empresas de transporte: foram registrados 88,62 mil licenciamentos de caminhões, ônibus e implementos rodoviários em todo o País nesse período.

Isso representa crescimento de 4,4% em relação a 2016, mas os números ainda são muito inferiores aos 154,58 licenciamentos registrados em 2013.

Com a queda no número de licenciamentos, houve impacto na idade da frota nacional: a idade média dos caminhões passou de 10 anos e 3 meses em 2016 para 10 anos e 8 meses em 2017.

O aumento da frota circulante total de veículos em 2017 foi de 1,2% se comparada com 2016. No entanto, a frota de caminhões teve crescimento insignificante (0,2%) (ver tabela abaixo).

A boa notícia é que o licenciamento de caminhões, ônibus e implementos rodoviários no Brasil tem se mantido em curva crescente: 4,4% entre 2016 e 2017, o que deve ajudar a reverter esse resultado baixo nos próximos anos.

Outros dados do Estudo Transporte em Números

Desemprego – Em relação ao estoque de empregos, o setor transportador vem acompanhando o desempenho da economia nacional.

Desde 2014, no início da crise, o número de vagas formais vem caindo. Por outro lado, no ano passado, o ritmo de fechamento de postos de trabalho foi menos intenso do que nos três anos anteriores.
O setor de transporte, armazenagem e correios encerrou 2017 com 2,33 milhões de vagas de emprego, sendo que 67,5% desses postos de trabalho estavam registrados no transporte rodoviário.

Ociosidade – Segundo a pesquisa, ainda há um elevado nível de ociosidade nas empresas transportadoras. A melhora desse quadro é atrelada à retomada da atividade econômica, quando o País apresentar um incremento relevante no volume de serviços de transporte.

Inflação – Em 2017, enquanto a inflação brasileira ficou em 2,95%, o grupo do transporte atingiu 4,10% no IPCA calculado pelo IBGE. Esse resultado deve-se à alta no preço dos combustíveis – 8,9% após a mudança nas alíquotas de PIS e Cofins. A gasolina, por sua vez, aumentou 10,32% e o diesel 8,35%.

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Fonte: CNT

Por: Redação Na Boléia

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