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O impacto da pandemia sobre a saúde dos trabalhadores do transporte

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O SEST SENAT apresentou os resultados do Painel de Testagem no Transporte Rodoviário com um retrato do impacto da pandemia da covid-19 sobre a saúde de trabalhadores do setor de transporte. A ferramenta, desenvolvida pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), em parceria com o SEST SENAT, traz os resultados parciais dos testes rápidos já realizados pela instituição em caminhoneiros autônomos, motoristas profissionais do transporte de cargas, motoristas de ônibus e cobradores.

Os testes foram aplicados durante a quarta fase da campanha Transporte em Ação – Mobilização Nacional de Combate ao Coronavírus, promovida pelo SEST SENAT e iniciada em 8 de junho. Da amostragem de 30.969 testes já realizados, 91,7% (28.398) foram negativos; 7,4% (2.307) foram positivos; e 0,9% (264) deram inconclusivos (testes descartados).

Entre os profissionais testados que possuíam algum sintoma da covid-19, a taxa de infecção é de 19,6%; entre aqueles que não possuíam qualquer sintoma, a taxa é de 6%. Os testes rápidos aplicados pelo SEST SENAT levam em consideração a quantidade de anticorpos (IgM e IgG) produzidos pelo corpo humano contra o vírus SARS-COV-2, que provoca a covid-19.

Esses são dados estratégicos para direcionar ações das empresas do transporte e do poder público durante a pandemia. Além disso, são produto de uma ação setorial inédita, com o propósito de aprimorar e ampliar a prestação de serviços do SEST SENAT para as empresas do setor e para toda a sociedade“, afirma o presidente da CNT e dos Conselhos Nacionais do SEST e do SENAT, Vander Costa.

Veja os principais resultados

Resultados gerais: 91,7% (28.398) negativos; 7,4% (2.307) positivos; 0,9% (264) inconclusivos.

19,6% é a taxa de infecção entre os transportadores que possuem algum sintoma; entre os que não possuíam sintomas, a taxa é de 6%.

Entre os homens, a taxa de infecção é de 7,3%; entre as mulheres, 9,5%.

Entre os estados com a maior taxa de infecção estão:

• Amazonas: 37,3%
• Maranhão: 33,2%
• Pará: 26,2%
• Ceará: 24,4%
• Amapá: 23,6%

O painel permite que as informações sejam consultadas a partir dos resultados gerais; por perfil (sexo e idade); por Unidade da Federação de residência do profissional (um motorista que saiu de Curitiba, por exemplo, mas foi testado em São Paulo, tem o resultado computado para o estado do Paraná); e por tipo de público testado.

No entanto, não é recomendável estabelecer comparações entre os indicadores de cada categoria profissional em razão de parâmetros estatísticos relacionados ao número de testes aplicados em cada um dos públicos.

Por Redação Na Boléia

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