Na Boléia

Apaixonados por Caminhões

Saiba qual o tipo ideal para o seu veículo

Na hora de escolher uma peça muitas dúvidas surgem na cabeça dos consumidores. Você sabe qual o tipo ideal para o seu veículo?

Na hora da compra de autopeças muitos consumidores se vêem cercados de dúvidas, já que há no mercado uma grande variedade de componentes visuais, marcas e preços, que deixam o consumidor sem saber qual o melhor tipo para o seu veículo. Aparentemente, a dúvida do que comprar é básica, mas quando se trata de autopeças, a atenção deve ser redobrada e a qualidade de cada tipo de peça deve ser avaliada.

 Essa é uma questão que deve ser analisada antes de fazer a compra, para que você não leve um produto pensando ser outro, ou até leve um produto de origem duvidosa para poupar o bolso. Por isso, tome cuidado, comprar uma peça da qual se desconhece a origem para poupar o bolso em determinado momento pode trazer muitos problemas no futuro, pois o barato pode acabar saindo caro.

O setor de reposição/reparação vem crescendo significativamente no Brasil. De acordo com o Sindirepa (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo), o setor de reparação de veículos (linha leve e pesada) possui 93,4 mil oficinas, emprega mais de 745 mil profissionais e teve faturamento de R$ 32,2 bilhões em 2011, contribuindo para o desenvolvimento do setor.

Mesmo com todo o crescimento registrado, muitas vezes o setor parece estar sendo ameaçado, hora pela concorrência, hora pelas peças de origem duvidosa, ou até pelo uso de peças falsificadas, que além de colocar o desenvolvimento do setor em risco, pode resultar em graves acidentes envolvendo veículos que não atendem omínimo de segurança exigida.

Segundo estimativas da Associação Nacional dos fabricantes de Autopeças (Anfape), em 2011, o crescimento dos associados independentes foi de 6%. “O crescimento

do mercado de autopeças no Brasil varia muito. O setor de reposição de peças vem crescendo conforme a indústria automobilística”, comenta Roberto Monteiro, diretor executivo da Anfape.

 O segmento de reposição/reparação é responsável pela manutenção de 80% do total dos veículos que rodam pelo país, mas é preciso investir em tecnologia, profissionaiscapacitados e principalmente na segurança e qualidade das peças oferecidas no mercado.

Segundo Monteiro, diante de tantos componentes oferecidos por diferentes preços, é preciso tomar cuidado para não levar um produto falsificado, ou até mesmo fruto de

um desmanche ilegal, da qual não se conhece a origem e que pode trazer muitos problemas ao veículo.

 Conscientização

É importante que as entidades do setor trabalhem para a conscientização de seus associados quanto à origem de algumas peças e sobre a importância de se conhecer cada tipo disponível no mercado. Os aplicadores devem ter a consciência de que eles são responsáveis pelos componentes que utilizam nos veículos de seus clientes, por isso, devem exigir peças de qualidade e de origem confiável, evitando assim acidentes envolvendo veículos com peças falsificadas.

De acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) e da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF), o comércio de peças falsificadas chega a alcançar cerca de 10% de mercado legal, o que representa um grande risco para o setor.

O Brasil registra anualmente 42 mil mortes em acidentes de trânsito, a falta de manutenção dos veículos, aliada ao uso de peças de baixa qualidade e a imprudência dos motoristas, são algumas das principais causas apontadas pelo crescimento desse número, que se mostra cada vez mais alarmante.

Diante disso, o Instituto Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial (Inmetro), por meio da portaria n° 301, determina que fabricantes e importadores de autopeças ofereçam mais segurança ao consumidor, sendo assim, os produtos deverão ter um selo de certificação do Inmetro.

O Programa de Certificação de Autopeças é uma solução para o setor, pois as peças de origem duvidosa, ou até mesmo as peças falsificadas não terão espaço para comercialização no mercado, já que a medida visa priorizar a segurança e a qualidade dos produtos.

A certificação é um programa de avaliação de conformidade adotado pelo Inmetro para informar e proteger o consumidor quanto à saúde, segurança e meio ambiente,

e propiciar uma concorrência justa, além de estimular a qualidade dos produtos e facilitar o comércio nacional, fortalecendo o mercado interno.

O selo do Inmetro será obrigatório para autopeças destinadas a veículos fabricados no Brasil ou importados. A fabricação e a importação de peças com o selo deverão ter início em janeiro de 2013, já para o varejo, a medida deverá entrar em vigor a partir de julho de 2014.

Segundo Monteiro, com a certificação das peças o consumidor terá uma garantia a mais, devido ao selo de conformidade, pelo qual ele vai conseguir identificar a procedência

e saber que a peça é de qualidade, já que atende os requisitos de segurança exigidos pelo mercado. A certificação também será responsável por nivelar o setor, oferecendo aos fabricantes uma condição mínima de competitividade.

De acordo a Anfape, existem no mercado sete tipos de autopeças: as originais, similares, piratas, genuínas, usadas, recondicionadas e as remanufaturadas. Mas, você

motorista, já parou para analisar o que são e de onde vem cada uma delas, ou ainda, que riscos uma peça de origem duvidosa representa para a sua segurança?

Como diferenciar cada tipo de pea?

Originais: podem ser importadas ou nacionais, são aquelas produzidas pelos mesmos fornecedores das montadoras, mas distribuídas com marca própria pelo mercado independente de autopeças.

Genuínas: são geralmente encontradas na rede de concessionárias com a marca dos fabricantes de automóveis, são produzidas pelos fornecedores ou pelas própriasmontadoras.

Similares: produzidas por empresas independentes, com certificados e rigorosos padrões de qualidade, são reconhecidas no mercado que atuam, possuem a devidaidentificação de procedência e podem ser encontradas em lojas de autopeças.

Recondicionadas: podem ser originais, genuínas ou similares, passam por um processo de recondicionamento fora de fábrica de origem e são colocadas no mercado a um preço diferenciado. Elas podem ou não atender às características originais.

Remanufaturadas: passam pelo processo de recondicionamento na própria fábrica, respeitando e preservando as características originais, ou bem próximas dessas.

Usadas: podem ser fruto de desmanche, que como todos sabem, uma quantidade significativa dessas peças provém de furtos e roubo de veículos.

Piratas: essas peças representam um grande problema, já que utilizam indevidamente marcas alheias e também podem ser produtos de roubo ou descaminho (quando entra no país sem o recolhimento do imposto). Não têm como ser rastreadas, sustentam quadrilhas que se fazem passar por empresas idôneas e tradicionais, lesando o consumidor.

Segundo Monteiro, o melhor caminho para conhecer os diferentes tipos de autopeças é conversar com um mecânico de confiança, pois um bom mecânico sabe identificar a procedência de um produto e indicar o melhor local para fazer a compra.

“O melhor caminho para conhecer os diferentes tipos de autopeças é conversar com um mecânico de confiança, pois em nosso setor, as peças visuais são pouco pirateadas, mas isso não quer dizer que não existam”, esclarece ele.

Para Monteiro, a compra de autopeças depende de uma série de fatores, a satisfação do consumidor varia, pois muitas vezes ele prefere comprar uma peça por um preço

mais acessível. Mas, como já sabemos, é ai que está o grande problema, pois por desconhecer a origem do produto, futuramente ele poderá ter muitos prejuízos.

Um grande problema que compromete o desenvolvimento do setor de autopeças no Brasil é a procura por peças em desmanches, isso faz com que o consumidor

adquira um produto do qual ele não conhece a origem, que pode ser fruto de um veículo roubado, ou até mesmo uma peça avariada, causando prejuízos futuros aoproprietário do veículo.

Segundo Monteiro, o mercado de desmanche no Brasil apresentou uma redução nos últimos anos, antigamente poderíamos encontrar muitas peças vindas de desmanche,hoje isso não é tão comum, mas não quer dizer que não existam.

 Nos últimos anos o mercado brasileiro vem abrindo espaço para novas marcas, como é o caso da invasão chinesa no mercado de autopeças, que oferece produtos competitivos ao consumidor brasileiro.

O problema é quanto a aplicação das peças, que muitas vezes não se aplicam aos veículos brasileiros. De acordo com Monteiro, houve um tempo em que as peças chinesas

perderam espaço no Brasil, e muitas oficioficinas se recusavam a comprá-las, justamente por esse problema quanto a aplicação.

Ainda hoje isso tem acontecido, pois os fabricantes de outros países fazem peças para carros europeus e comercializam também para o Brasil, mas quando chegam

aqui elas não se aplicam. É importante destacar que para cada modelo de veículo existe uma versão específica, não podendo aplicá-las de forma inadequada.

A concorrência chinesa se mostra como um dos grandes problemas enfrentados pelos fabricantes nacionais devido ao custo. As peças de países como a China possuem um baixo custo de produção, o que faz com que cheguem ao mercado com um preço diferenciado.

“Na China, como em qualquer lugar no mundo existem coisas boas e ruins. O que acontece é que às vezes, as peças são desenvolvidas para o mercado chinês,mas, quando chegam ao mercado brasileiro não se aplicam. Hoje, existem coisas boas e coisas ruins e é nossa obrigação competir com as coisas boas”, afirma Roberto Monteiro, diretor executivo da Anfape.

Espera-se que o setor de autopeças oferece cada vez mais produtos com qualidade e segurança, promovendo um crescimento no mercado, minimizando os números de acidentes e contribuindo com o desenvolvimento do setor automotivo no país.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *