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Recursos liberados para financiamento de veículos tem recuo de 3,4% em 2020

A ANEF (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras) realizou o levantamento dos números alcançados em 2020 pelas instituições financeiras que atuam nas vendas a prazo do setor automotivo. O cenário imposto pela pandemia de Covid-19 para o mercado de veículos, um dos mais afetados com a situação, repercute com a queda de 3,4% no total de recursos liberados para financiamento entre janeiro e dezembro do ano passado, totalizando R$ 156,7 bilhões, ante R$ 162,1 em 2019.

Para o ano de 2021, a perspectiva da ANEF é positiva, com crescimento de 12,5% dos recursos liberados pelas instituições financeiras, atingindo R$ 176,3. “De acordo com os indicativos dos últimos anos e a avaliação da entidade sobre o potencial do mercado automotivo, acreditamos que o setor vai seguir em recuperação. Os bancos de montadora têm um papel importante neste contexto, criando soluções adequadas ao momento, que auxiliem no escoamento da produção de veículos“, comenta Paulo Noman, presidente da ANEF.

A perspectiva para 2020 era de retração de 11,8% no total de recursos liberados no ano. A queda menor, de 3,4%, se deu pela desaceleração do movimento de retração no segundo semestre de 2020, acompanhando as medidas de flexibilização socio e macroeconômicas.

Carteira e produtos

O saldo total das carteiras vem mantendo crescimentos significativos, de modo contínuo desde 2017, registrando R$ 284,3 bilhões, um aumento de 10,5% em relação ao ano anterior, quando o valor foi de R$ 257,4 bilhões.

Segundo Noman, ainda é preciso aguardar maior estabilização das variáveis da cadeia produtiva do setor, além da conjuntura nacional como um todo, para projeções de crescimento maiores.

Os resultados do total de recursos liberados do último trimestre de 2020 foram positivos, chegando a atingir níveis pré-pandemia. Outro indicador favorável é o aumento contínuo no saldo das carteiras. Assim, as projeções para 2021 são positivas, mas é preciso continuar a observar com cautela o comportamento da indústria nos próximos meses“, afirma o executivo.  

A modalidade de crédito CDC (Crédito Direto para o Consumidor) representa a maior parte dos financiamentos, totalizando R$ 282 bilhões do saldo das carteiras, com aumento de 11,2% comparando com o ano anterior, que encerrou o período com um saldo de R$ 253,6 bilhões.

Já a modalidade de Leasing, que já mostrava uma menor participação no balanço anual, perdeu força, com registros de R$ 2,9 bilhões, contra R$ 3,7 bilhões de 2019. Com este valor, a queda foi de 37,8% no saldo das carteiras.

Por Redação Na Boléia

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