Traficantes passam a roubar cargas para elevar poder econômico

Data: 31 de janeiro de 2017
Postado em: HOME SLIDESHOW, Roubo
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Agentes de segurança, que participaram, na semana passada, do Fórum Permanente de Combate e Prevenção ao Roubo de Carga, que se reuniu na Associação Comercial do Rio de Janeiro, para discutir o tema. Segundo os participantes, quadrilhas que controlam o tráfico de drogas em áreas do Rio de Janeiro próximas a vias expressas e galpões identificaram o roubo de cargas como uma forma de aumentar seu poder econômico nos últimos três anos.

Em 2013, o total de roubos de carga registrados no estado do Rio de Janeiro somou 3.534 casos, segundo o Relatório de Roubo de Carga do Instituto de Segurança Pública (ISP), da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Rio de Janeiro. Apenas um ano depois, a incidência subiu para 5.590 e, em 2015, chegou a 7.225. O aumento continuou em 2016, com 8.541 casos registrados apenas entre janeiro e novembro.

A rentabilidade do crime de roubo de carga supera a receita com o tráfico durante o dia, segundo o superintendente da PRF no Rio, José Roberto de Lima, e garante mais recursos para a compra de armamentos usados no controle territorial. Para o delegado titular da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) da Polícia Civil, Maurício Mendonça, a consequência desse processo é um agravamento da violência.

Os receptadores são, em grande parte, comerciantes de estabelecimentos que dão a seus produtos a aparência de legalidade, o que permite que as pessoas consumam sem saber que estão comprando mercadoria roubada. Os alvos preferidos dos ladrões são produtos como carnes, bebidas e cigarros.

Na abertura do fórum, o presidente da Federação do Transporte de Cargas do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Rebuzzi, defendeu punições mais duras para comerciantes que sejam descobertos como receptadores de carga roubada.

O superintendente da Polícia Rodoviária Federal no Rio de Janeiro afirma que já foram adotadas medidas de cerco para coibir a prática de roubo de carga nas áreas que foram mapeadas como mais críticas. Ele defende que quanto mais rápido as autoridades forem comunicadas sobre os roubos, melhor será a resposta às ocorrências.

Práticas, como o investimento em tecnologia por parte das empresas de transporte, podem ser um auxílio nesse sentido, e uma atitude simples pode facilitar a identificação dos caminhões roubados.

Fonte: Portal NTC

Por: Redação Na Boléia

Data: 31 de janeiro de 2017
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