Tabelamento do frete pode aumentar custos de grãos, diz entidade

Data: 13 de junho de 2018

03-13062018-minOs ajustes nos preços de frete, anunciados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), continuam causando controvérsias. Representantes de caminhoneiros e técnicos da ANTT retomaram, em Brasília, as negociações em torno da criação de uma nova tabela com os preços mínimos de fretes. Para entidades ligadas ao agronegócio, os ajustes nos preços são vistos como prejudicial à competitividade brasileira e ao preço final repassado ao consumidor.

Um dos pontos de negociação para o fim da greve dos caminhoneiros, o tabelamentos dos fretes fixa novos preços para o serviço, levando em conta fatores como quilometragem, quantidade de eixos, além de considerar as naturezas das cargas, divididas entre carga geral, a granel, frigorificada, perigosa e neogranel.

No entanto, os reflexos negativos apontados por diversos setores produtivos fizeram com que as autoridades recuassem e revogassem a decisão. Segundo o vice-presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Ricardo Santin, a entidade sempre se posicionou contra a tabela de preços.

Fez questão de ressaltar de que o segmento de proteína animal depende fundamentalmente do transporte rodoviário e de que o modelo vigente sempre atendeu à demanda. Na visão de Santin, as consequências da adoção do novo modelo de preços para o frete seriam insustentáveis.

“Representa aumento de preços. Não tem como não ter. Aumento de preços porque é aumento de custo. Nós não sabemos, somos uma entidade que não trabalha com preços, não sei qual o preço que cada empresa cobra, mas dependendo da empresa, situação e da sua conformação de logística vai encarecer de acordo com cada caso”, afirmou ele.

Outra entidade que representa os produtores rurais e também se posicionou contrária à medida do governo foi a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Em nota publicada no site oficial, a CNA alertou “que produtos como grãos chegariam a ter valores 152% mais caros, com um encarecimento de até R$ 13 mil no transporte do Mato Grosso ao Porto de Santos, principal rota para a exportação”. O texto, assinado pelo presidente João Martins, afirma que “a tabela não consideraria a interação entre todos os atores que compõe o sistema de transporte rodoviário”.

Por: Redação Na Boléia

Data: 13 de junho de 2018

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.