Setor de transportes inicia paralisação em oito regiões do País

Data: 23 de maio de 2018
Imagem Ilustrativa

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O aumento anunciado pelo Governo para o preço de combustíveis foi a gota d´água para que caminhoneiros autônomos de todo o Brasil iniciassem, na manhã desta segunda-feira (21/5), uma paralisação por tempo indeterminado.

Na verdade, há tempos que a categoria vinha descontente com a falta de resposta do Governo Federal a um Ofício, encaminhado no dia 15 de maio, pela Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos CNTA, a pedido das entidades de base, expondo as consequências para o setor dos constantes aumentos no preço do óleo diesel e a cobrança de pedágio dos motoristas, mesmo quando eles trafegam vazios e com os eixos dos caminhões suspensos.

Os 120 sindicatos que representam a categoria, associações e cooperativas realizaram assembleias durante toda a semana passada e decidiram pela greve. A paralisação do transporte de cargas é maior em oito regiões do País. Os motoristas estão parados na Via Dutra, no Rio de Janeiro, em Vitória da Conquista, na Bahia, na BR 101, em Viana no Espírito Santo, na Grande Vitória, na Fernão Dias, Barbacena, Lavras, em Minas Gerais, no Paraná, nos dois sentidos da BR 116, em Quatro Barras, na BR 277, perto de Paranaguá, PR 151 em Castro e PR 090, em Assaí. Em São Paulo, o movimento está concentrado na Dutra, Km 160, na Rodovia Anchieta e em Lorena e em Cuiabá, na BR 163, em Rondonópolis e Tangará da Serra, no Mato Grosso.

No documento entregue ao Governo Federal, a CNTA, que representa mais de um milhão de caminhoneiros autônomos, apresenta a insatisfação dos caminhoneiros com o baixo valor do frete e com prejuízos acumulados há anos, agravada hoje pelos reajustes quase que diários no valor do diesel. A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos lembrou o último grande movimento de paralisação realizado pela categoria, em 2015, fez várias reivindicações e apesar de todos os esforços e discussões, conforme revelou as entidades, poucas medidas foram tomadas, desde então, para resolver essa crise.

As entidades lembraram que o Governo Federal sancionou em 2015, a Lei 13.103/15, que suspende a cobrança de tarifa de pedágio dos caminhões vazios que passam com os eixos suspensos nas praças de pedágio, mas a medida só está sendo respeitada pelas concessionárias que administram as estradas federais. Nas rodovias administradas pelos estados, principalmente no do Paraná, São Paulo e em Mato Grosso, as concessionárias continuam cobrando dos caminhões com eixos suspensos e sem carga, conforme explicou a CNTA.

De acordo com o presidente da CNTA, Diumar Bueno, além do problema do pagamento do pedágio, a categoria quer discutir com o Governo Federal, o valor do óleo diesel, pois os aumentos praticados hoje prejudicam a população e elevam os preços de todos os setores produtivos do País. Para se ter ideia, o preço do óleo diesel tem um impacto de mais de 50 % na planilha de custos dos caminhoneiros. Por isso, eles querem a criação de um subsídio ou a redução da carga tributária, como do PIS e COFINS, que custam13% sobre o valor do diesel e a alíquota do ICMS passa 20%. Diumar Bueno lembra que mais de 80% de tudo que é consumido no País seguem pelas rodovias, logo o setor é fundamental para economia e sem entrar no mérito da política de composição dos preços dos combustíveis, feito pela Petrobras, o Brasil é basicamente ‘’rodoviarista’’, o diesel, essencial para o setor de transportes e deveria ter valor diferenciado.

A paralisação dos caminhoneiros não tem prazo para acabar. Aas entidades coordenadoras das manifestações, sediadas por todo o País, afirmam que o movimento é pacífico e que todos os motoristas estão sendo orientados a não carregarem e a permanecerem parados nas empresas ou em casa, aqueles que estiverem em trânsito devem parar nos postos de combustíveis nas rodovias e que não haverá bloqueio das estradas. Os Sindicatos também estão informando que caminhões carregados com cargas vivas, medicamentos, ambulâncias, ônibus e carros em geral não serão impedidos de trafegar pelas rodovias. A CNTA expôs ao Governo, por meio do documento protocolado dia 15, sua preocupação com a insatisfação geral do setor, e que, a paralisação poderá ser evitada assim que o Governo Federal abrir negociação para atender as reivindicações dos caminhoneiros.

Colaboração: CNTA

Por: Redação Na Boléia

Data: 23 de maio de 2018

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