Nova geração de caminhões Scania

Data: 07 de agosto de 2018

1-011-08082018-minNo competitivo mercado de transporte de cargas brasileiro, a Scania tem se posicionado como uma empresa pautada pela busca de soluções conectadas, inteligentes e sustentáveis.
Em linha com essa estratégia, a montadora anunciou a nova geração de caminhões, que chega ao Brasil apenas dois anos depois de ser lançada na Europa e com atributos que prometem mais economia e rentabilidade aos transportadores e menos impacto ambiental.

Chamada de “máquina dos sonhos”, a linha foi desenvolvida dentro de um conceito totalmente novo e moderno, que tem como principais focos a melhoria do ambiente de condução, economia de combustível, melhor utilização do espaço interior, segurança e confiabilidade. O desenvolvimento consumiu R$ 1,5 bilhão, que corresponde a 60% do investimento de R$ 2,6 bilhões previstos para o ciclo 2016/2020. Trata-se da nova proposta da montadora para buscar a descarbonização do transporte, visando o uso racional de recursos naturais e redução de 50% nas emissões de CO2 de suas operações.

Conforme Christopher Podgorski, presidente da Scania América Latina, a nova plataforma começará a ser produzida na fábrica de São Bernardo do Campo/SP em outubro próximo, com entregas previstas para fevereiro de 2019. O preço girará em torno de 10% a 15% maior do que o da linha atual. O reajuste é justificado pela alta tecnologia embarcada nos veículos.

Christopher Podgorsk

Christopher Podgorsk

Para receber a nova plataforma, o parque industrial da Scania foi priorizado nos investimentos. Segundo o presidente, foram investidos mais de R$ 2,6 milhões na preparação da unidade, que conta com altos níveis de automação e opera alinhada ao conceito de Indústria 4.0, abrigando 77 robôs e modernas linhas de produção para montagem dos novos caminhões.

Cabine é destaque

Entre as novidades da nova plataforma, a cabine é um dos grandes destaques. A nova geração ganhou cabines totalmente novas: nenhuma peça da linha atual (P,G e R) foi reaproveitada.

Desenvolvida e produzida pelos próprios designers da Scania, a cabine é totalmente nova por dentro e por fora e segue um conceito modular, permitindo que a montadora ofereça mais possibilidades aos clientes, aumentando de sete opções da linha atual para 19 tipos de combinações no portfólio novo (cabines R,S, P, G e XT) para pisos irregulares.

O top de linha é a cabine versão S, que traz pela primeira vez piso plano. Internamente, a preocupação com o motorista mais uma vez se faz presente. No novo portfólio, o painel foi rebaixado e o posicionamento do condutor foi deslocado (65 mm do para-brisas e 2 mm para o lado), permitindo melhor visibilidade externa.

Silvio Munhoz

Silvio Munhoz

“O objetivo é criar um mix de cabines para os clientes, a fim de oferecermos as soluções e funcionalidades corretas para todas as aplicações”, explica Silvio Munhoz, diretor comercial da Scania.
Isso quer dizer que, seja qual for a cabine escolhida, o cliente terá maior espaço interno. Para isso, a cabine S, por exemplo, ganhou duas polegadas de comprimento e também aumento geral na altura do teto, que está dez centímetros maior do que a da linha atual.

Os novos caminhões também são os primeiros a serem equipados com airbags laterais, que vêm integrados ao teto da cabine, garantindo mais segurança em casos de capotamento.
Outro aprimoramento surge no painel de instrumentos, que também é modular, permitindo facilidade de personalização conforme a necessidades do cliente, como: design ergonômico, botões, controle e armazenamento em vários estágios de desempenho.

Motores mais limpos

Em se tratando de economia, que é um dos pilares do posicionamento da nova geração, os motores dos novos caminhões foram desenvolvidos com tecnologia de alta pressão de injeção de diesel, visando à redução do consumo, ruídos e emissões. Segundo Celso Mendonça, gerente de Pré-Vendas da Scania no Brasil, essas inovações ajudarão o usuário a economizar até 12% de diesel. Isso significa, considerando um caminhão de longa distância rodoviária, que rode 150 mil km por ano, uma redução de mais de nove mil litros de óleo diesel.

1-014-08082018-minCom a nova geração, a Scania anunciou também a estreia mundial do novo motor de 540 cavalos, e disponibiliza uma gama de potências (220, 280, 320, 410 e 500 cavalos).
Segundo a montadora, a economia de combustível garante não só melhor rentabilidade para a transportadora, mas também contribui para a redução de emissões de CO2 e menor impacto ambiental.

É nesse aspecto que a Scania se posiciona como a empresa que lidera a busca por um transporte mais sustentável no mundo.

Seguindo esse alinhamento global, a nova linha chega com cinco motores movidos a GNV/Biometano (2 opções) e bioetanol (3 opções). Além disso, a montadora anunciou a entrada do motor de sete litros para o segmento semipesado. A nova plataforma também está preparada para a produção futura de veículos híbridos e elétricos.

Segundo Celso Mendonça, a busca por combustíveis alternativos é uma preocupação da Scania, que tem investindo permanentemente no desenvolvimento de soluções nessa área.
Outra novidade é o sistema de freio de eixos lay shaft brake como padrão das caixas Opticruise, que, segundo Celso, reduz o tempo de mudança de marcha e contribui para que a pressão do turbo seja mantida. Com isso, o caminhão ganha mais velocidade para a próxima marcha com maior torque, mantendo a suavidade das trocas. “Isso ajuda a melhorar a dirigibilidade em condições mais difíceis e a aumentar o desempenho em todos os tipos de condução rodoviária”, esclarece.

A nova frenagem também é um dos atributos da nova plataforma. A família ganhou um sistema de frenagem avançado, que traz o eixo dianteiro em 50 mm para frente. Segundo Celso, com um centro de gravidade mais baixo da cabine, um cavalo mecânico 4×2 com cerca de 40 toneladas de peso total consegue parar totalmente a uma velocidade de 80 km/h, por exemplo, em uma distância 5% mais curta.

1-8-08082018-minNova abordagem de vendas

Para comercializar a nova geração de caminhões no Brasil, a Scania também anunciou uma mudança na abordagem junto ao cliente. As equipes de vendas receberão treinamentos para auxiliar os clientes na escolha da melhor solução, que engloba serviços e novos produtos.

A partir de uma análise de cada operação, realizada com auxílio de modernas ferramentas, o vendedor ajudará o comprador a personalizar suas soluções e produtos, visando aumentar a rentabilidade de cada empresa.

“A ideia é que o cliente explique para qual uso quer o caminhão, e o concessionário poderá indicar a melhor opção entre as 35 diferentes aplicações que estarão disponíveis. Para se ter ideia, será possível montar 500 alternativas de tipos de caminhões. Portanto, dentro dessa nova era, o vendedor passa a ser um verdadeiro consultor de negócios”, garante Silvio Munhoz.

A grande jornada

Para marcar a entrada da nova geração na América Latina, a Scania criou o projeto The Jorney, uma ação inédita que teve seu lançamento em 2 de agosto, na fábrica de SBC. Na ocasião, dois caminhões – um com a nova cabine S e outro com motor XPI – deixaram a fábrica rumo a uma jornada por quatro países da América Latina (Brasil, Argentina, Chile e Peru).

Um dos veículos, denominado Rota Verde, percorrerá, durante dois meses, esses países em busca de histórias de pessoas que transformaram o mundo por meio de ações sustentáveis. O segundo, batizado de Rota Azul, fará paradas em concessionárias da Scania, abordando clientes, fãs e jornalistas para eventos da marca. O resultado desse projeto será registrado em uma websérie com cinco capítulos, com estreia prevista para 29 de outubro.

1-4-08082018-minPara dar a largada ao projeto, a Scania parou, por algumas horas, a fabrica de SBC, permitindo que mais de 4 mil colaboradores prestigiassem a saída dos veículos, juntamente com jornalistas e convidados.

“O desafio da Scania é liderar a transformação para um transporte sustável, o que nós já estamos fazendo. A chegada da nova geração vai ao encontro desse posicionamento e, mais uma vez, vai revolucionar o mercado e a maneira de vender caminhões no País”, comenta Podgorski.

Por: Redação Na Boléia

Data: 07 de agosto de 2018

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