Estudo da CNT aponta graves problemas no transporte rodoviário

Data: 15 de agosto de 2018

1-15082018-minA Confederação Nacional do Transporte (CNT) lançou a terceira edição do Anuário CNT do Transporte 2018 – Estatísticas Consolidadas, um projeto que reúne os dados disponíveis no Brasil a partir de informações e pesquisas da CNT e de outras fontes, sobre os modais rodoviário, ferroviário, aquaviário e aeroviário, tanto na área de cargas quanto na de passageiros.

São mais de 500 arquivos e de 800 tabelas, que formam uma ampla base de dados importante, permitindo avaliar questões como a expansão das malhas de transporte e das frotas; a evolução das movimentações portuária e aeroportuária; a produção das indústrias ferroviária e automobilística; entre outros aspectos acerca dos diferentes modais.

A análise das séries históricas possibilita constatar, por exemplo, que a qualidade e o crescimento da malha rodoviária não acompanham a demanda por infraestrutura do país. Outro exemplo é o crescimento do transporte de cargas por ferrovias, que vem crescendo ano a ano apesar dos baixos investimentos públicos no setor.

Conforme o estudo, o transporte rodoviário enfrenta graves problemas no Brasil com a baixa qualidade da infraestrutura: apenas 12,4% da malha rodoviária é pavimentada. A frota, por sua vez, aumentou 63,6% no período de 2009 a 2017, chegando a quase 100 milhões de veículos em circulação no Brasil. Outros números demonstram o tamanho do problema. A maior parte das rodovias pavimentadas é de pista simples (92,7%). Além disso, as condições deixam a desejar: segundo a Confederação, que avalia toda a malha federal pavimentada e os principais trechos estaduais também pavimentados, 61,8% das vias pesquisadas apresentam algum tipo de problema sendo classificadas como regular, ruim ou péssima. O pavimento apresenta problemas em metade dos trechos. Já a sinalização e a geometria da via têm classificação regular, ruim ou péssima, com índices de 59,2% e de 77,9%, respectivamente.

O resultado da combinação entre esses fatores é uma sobrecarga da malha e o agravamento do risco de acidentes. Somente no ano passado, nas rodovias federais, foram contabilizados 58.716 acidentes com vítimas e 6.243 óbitos em rodovias federais. Para se ter uma ideia, mais da metade das ocorrências foi em vias com pista simples de mão dupla. Esses episódios corresponderam a 71,4% das mortes registradas no ano passado.

Para ter acesso aos dados do Anuário, entre em http://anuariodotransporte.cnt.org.br/2018/

Por: Redação Na Boléia

Data: 15 de agosto de 2018

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