Anfavea projeta crescimento para 2017

Data: 10 de janeiro de 2017
Imagem Ilustrativa

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A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apresentou, em São Paulo, o balanço final da indústria automobilística brasileira em 2016. Na ocasião a entidade também revelou suas projeções para 2017.

O licenciamento de autoveículos no ano passado foi de 2,05 milhões de unidades, queda de 20,2% frente as 2,57 milhões de unidades vendidas em 2015. Somente em dezembro – o melhor mês do ano – foram negociadas 204,3 mil autoveículos, crescimento de 14,7% ante as 178,2 mil unidades de novembro e baixa de 10,3% se comparado com as 227,8 mil de dezembro de 2015.
Para Antonio Megale, presidente da Anfavea, vários fatores contribuíram para este desempenho: “O primeiro é a confiança em baixa, em razão da instabilidade política vivida pelo País, que fez investidores e consumidores adiarem suas decisões. O segundo é o acesso ao crédito, resultado da conjuntura socioeconômica, que tornou as instituições financeiras muito seletivas na hora da concessão. A consequência disso foi que a participação de vendas financiadas no total do licenciamento nos patamares mais baixos da série histórica”.

A produção em 2016 foi de 2,16 milhões de unidades – inferior em 11,2% ao se defrontar com as 2,43 milhões de unidades do ano anterior. No último mês do ano as 200,9 mil unidades fabricadas indicam diminuição de 7,1% contra as 216,3 mil de novembro e de expansão de 40,6% quando analisado com as 142,8 mil do mesmo mês de 2015.

Nas exportações o cenário foi de alta: 520,3 mil unidades foram negociadas com outros países, alta de 24,7% sobre as 417,3 mil unidades de 2015. Em dezembro 62,9 mil veículos atravessaram as fronteiras, número 11% maior em relação a novembro, com 56,7 mil unidades, e 36,1% acima ante as 46,2 mil de dezembro de 2015.

Caminhões

As vendas de caminhões em 2016 registraram 50,6 mil unidades, contração de 29,4% diante das 71,7 mil unidades do ano anterior. Na análise mês a mês, as 4,5 mil unidades comercializadas em dezembro ficaram 17,1% acima das 3,8 mil de novembro e 20,8% inferior as 5,6 mil unidades de dezembro de 2015.

Na produção o ano fechou com baixa de 18,2% ao se comparar as 60,6 mil unidades com as 74,1 mil de 2015. Saíram das linhas de montagem em dezembro 4,2 mil unidades, menor em 21,2% do que novembro, com 5,4 mil, e 63,6% superior as 2,6 mil de igual período de 2015.

As exportações em 2016, com 21,5 mil unidades, subiram 2,3% frente as 21 mil unidades negociadas em 2015. Na análise mensal, dezembro apresentou resultado maior em 6,8%: foram 2,4 mil unidades no último mês e 2,2 mil em novembro. E apresentou crescimento de 131,7% ante as mil de dezembro de 2015.

Projeções para 2017

A Anfavea estima aumento de 4,0% no licenciamento de autoveículos em 2017: a expectativa é de comercializar 2,13 milhões de unidades. No caso das exportações, novo aumento é esperado: 7,2%, totalizando 558 mil unidades enviadas para outros países.

A previsão de produção é de 2,41 milhões de unidades, 11,9% acima do registrado em 2016. Na visão de Antonio Megale, presidente da Anfavea, existem diversas razões para acreditar em crescimento: “A conjuntura macroeconômica indica fatos positivos, como aumento do PIB, inflação convergindo para o centro da meta, reduções contínuas da taxa básica de juros e estabilização do dólar. Além disso, a PEC do teto dos gastos já está aprovada, algumas medidas econômicas foram anunciadas, vivenciamos estabilização do ritmo de vendas e teremos uma base baixa de comparação. Ao juntar todos estes fatores, acreditamos em uma reação sequencial, que passa pela retomada da confiança tanto do consumidor quanto do investidor, reaquecimento do consumo e abertura gradual da concessão de crédito”.

A previsão da entidade para o setor de pesados também é de crescimento das vendas em 6,4% contra 2016. Com isso, o segmento deverá encerrar o ano com 65,6 mil unidades vendidas. A projeção de exportações do segmento é de 34,4 mil unidades, elevação de 10,0%. Assim, a produção deverá ser de 100,0 mil, um aumento de 26,1%.

Por: Redação Na Boléia

Data: 10 de janeiro de 2017

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